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Dietas com poucas calorias e baixa gordura podem retardar envelhecimento do cérebro

Dietas com poucas calorias e baixa gordura podem retardar envelhecimento do cérebro

Dietas com poucas calorias e baixa gordura podem retardar envelhecimento do cérebro

Em testes em cobaias, cientistas verificaram que dietas ajudaram a proteger órgão de inflamação associada à idade.

Dietas que combinam restrição de calorias com pouco consumo de gordura podem conter o envelhecimento cerebral e ajudar na prevenção de doenças associadas, como Alzheimer e outras demências, diz estudo da “Frontiers in Molecular Neuroscience”.

Os pesquisadores também demonstraram que essas dietas são relativamente mais eficazes na prevenção do envelhecimento que a prática de atividade física.

Cientistas testaram a ação da restrição calórica no cérebro de cobaias e descobriram que a dieta desativa a ação da microglia, um tipo de célula do sistema imune.

Quando ativada, essa célula contribui para inflamações no cérebro que levam ao envelhecimento e a problemas no pleno funcionamento neurológico.

Para chegar a esse resultado, cientistas investigaram o impacto das dietas no cérebro de ratos de 6 meses de idade. A análise foi feita em células da microglia em uma região específica do órgão: o hipotálamo, associado à memória.

Em uma outra etapa, eles também testaram as células de ratos de 2 anos de idade que passaram por um regime de exercícios. Por fim, foram feitos testes em cobaias da mesma idade que passaram por dietas restritivas (redução de 40%).

Com os testes, eles fizeram duas descobertas principais:

1. Para ter possível efeito protetor, as dietas pobres em gordura precisam ser combinadas com restrição calórica. Não basta seguir só uma delas;

2. Nesses testes específicos, o exercício foi significativamente menos eficaz que a restrição calórica. No entanto, outros trabalhos demonstraram que a prática de atividade física ajuda a reduzir o risco para doenças neurodegenerativas.

Desse modo, cientistas alertam que mais estudos são necessários para avaliar o impacto dessas descobertas diretamente na prevenção dessas doenças.

Uma questão é que esses ratos tiveram basicamente essas dietas ao longo da vida: outros estudos seriam necessários para avaliar se a adoção dessas dietas mais tarde na idade adulta, por exemplo, poderiam reverter os efeitos de hábitos alimentares anteriores.

Quanta restrição de calorias é suficiente para retardar o envelhecimento cerebral?

A restrição calórica (CR), que é a redução da ingestão de calorias sem deficiência de nutrientes essenciais (ou seja, um estado de desnutrição sem desnutrição) tem sido associada à melhoria da cognição, ao abrandamento do envelhecimento geral do cérebro e à proteção contra doenças neurodegenerativas – pelo menos em modelos animais. Atualmente, no entanto, é muito pouco conhecido sobre os benefícios do CR no cérebro humano, especialmente se a dieta CR for iniciada mais tarde na vida. A maioria dos recentes estudos em animais foram iniciados quando os animais eram bastante jovens para detectar os maiores benefícios possíveis.

Embora os mecanismos exatos subjacentes aos efeitos benéficos da CR não sejam conhecidos, uma dieta caloricamente restrita é conhecida por transmitir efeitos benéficos sobre a saúde e prolongar a vida útil em uma grande variedade de espécies que vão desde vermes até macacos. A evidência sugere que uma redução nos processos inflamatórios subjazia, pelo menos, parte dos efeitos benéficos dos CR e diminui o estresse oxidativo.

Curiosamente, o baixo peso corporal associado à fome em ataques intencionais (por exemplo, anorexia nervosa, bulimia e fome) e casos não intencionais (guerra) está relacionado ao menor volume cerebral e não apresenta efeitos benéficos significativos.

Em um estudo recentemente publicado (Bendlin et al., Neurobiology of Aging , 2012), um grande grupo de macacos, que variam em idade de adultos de meia idade para idosos, foram alimentados com apenas 70% de sua dieta de alimentação livre por aproximadamente 15 anos. Essencialmente, para alguém comendo uma dieta de 2000 calorias por dia, isso seria cerca de 600 calorias por dia; para comparação, 600 calorias seriam cerca de um copo de amêndoas torradas, ou uma barra de 100 gramas de chocolate escuro, ou uma típica sobremesa Cold Stone Creamery (com o M & M’s!).

Como resultado de comer apenas 30% menos calorias, os cérebros dos macacos na dieta CR envelheceram significativamente mais devagar. Embora várias regiões de cérebros tenham demonstrado benefícios, as regiões de cérebros que evoluíram mais recentemente, como os lobos frontais, e, portanto, tendem a ser mais vulneráveis às consequências do envelhecimento, apresentaram a maior resposta benéfica ao RC. Os macacos da dieta CR já demonstraram desenvolver muito menos doenças relacionadas à idade, praticamente não indicam diabetes, quase nenhuma atrofia muscular relacionada à idade e vivem muito mais tempo (Colman et al., Science , 2009).

Ômega-3 retarda envelhecimento do cérebro em até dois anos

Mulheres com níveis mais elevados de ômega-3 têm volume cerebral maior em idades avançadas, o que preserva de um a dois anos a saúde do cérebro, segundo pesquisa publicada na revista “Neurology“, da Academia Americana de Neurologia. A redução do volume do cérebro é um sinal do mal de Alzheimer, bem como do envelhecimento normal do órgão.
Os pesquisadores analisaram os níveis dos ácidos graxos ômega-3 EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosaexanoico) em células vermelhas do sangue de 1.111 mulheres que fizeram parte da Iniciativa Saúde da Mulher Estudo da Memória (WHIMS, na sigla em inglês), do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Oito anos após o começo do estudo, as mulheres pesquisadas, com idade média de 78 anos, fizeram ressonância magnética para medir o volume de seu cérebro.

Aquelas que mostraram o dobro do nível de ácidos graxos encontrados na média tinham um volume cerebral 0,7% maior que as demais.

“Estes níveis mais elevados de ácidos graxos podem ser conseguidos através de dieta e uso de suplementos, e os resultados sugerem que o efeito sobre o volume do cérebro é o equivalente a retardar o envelhecimento das células cerebrais de um a dois anos”, disse James V. Pottala, autor do estudo da Universidade de Dakota do Sul, em Minnesota.

As mulheres que tinham níveis mais elevados de ômega-3 também apresentaram volume 2,7% maior no hipocampo do cérebro, considerada a principal área de armazenamento da memória. No mal de Alzheimer, o hipocampo começa a atrofiar, mesmo antes de os sintomas aparecerem.

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